A II edição do festival confirma o sucesso de 2010! Pelas ruas das Caldas da Rainha e nalgumas freguesias vão estar aguarelistas oriundos de vários países europeus que irão captar, reinterpretar e criar sinais da nossa identidade.


Diariamente, os artistas partem à descoberta dos nossos quotidianos, das nossas paisagens, do nosso património, dos nossos sonhos. Vão afirmar os valores de intercâmbio e divulgação artística, cultural e turístico numa manifestação artística milenar, que inova e recria conceitos e estéticas. A aguarela materializa, como outras correntes artísticas, os valores simbólicos e espirituais das nossas culturas.

Quem pode ficar indiferente ao trabalho do Turner que produziu milhares de aguarelas, a Tadeo Gaddi discípulo de Giotto, que produziu desenhos aguarelados que vieram a influenciar desde artistas flamengos até aos artistas de Florença e Veneza. E sem esquecer o grande mestre Dürer que produziu aguarelas resistentes ao tempo. Aos Ingleses coube o papel de tornar esta arte a grande referência mundial, porque com a descoberta do chamado “Novo Mundo” ela foi sendo o registo mais fiel das suas viagens e descobertas, tornando-se no século XVIII uma técnica com um método autónomo e independente, sendo difundida por toda a Europa e reconhecida como a “Arte Inglesa”.

Decorriam os anos de 1550 quando um artista de nome John White ao participar na expedição de Sir Walter Releigth, foi registando a vida, o ambiente e os costumes do Novo Mundo, é ainda hoje considerado por alguns como o pai da aguarela. Subsiste uma indeterminável lista de artistas reconhecidos mundialmente, dos quais poderemos referir, dos Estados Unidos os Winslow Homer e John LaFarge (reconhecidos como os grandes artistas da paisagem). Da velha Europa, Kandinsky em 1910 surpreendeu-nos com a sua primeira obra abstrata numa aguarela. Em 1914 na Tunísia, Klee, Macke e Louis Moilliet mudam o mundo das artes com as suas aguarelas.

Portugal também tem um vastíssimo espólio artístico desta arte. Podemos, entre muitas e muitas aguarelas, referir que os barcos e veleiros históricos do Tejo ficaram mais ricos porque as aguarelas de João de Souza as registaram para nossa fruição. E a bela e invicta cidade do Porto tão bem captada pelo mestre António Cruz seria a mesma na nossa memória se não fossem as aguarelas?

Culturalmente, este é um projeto de valorização que conflui vários sentidos de e para a cidade das Caldas da Rainha, dando-se a conhecer e a ser reconhecida. Vamos poder assistir diariamente no CCC à exposição que resulta do trabalho diário dos artistas, conversar, aprender e adquirir peças que ficarão como memória.

  • 160/220
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Morada

  • Rua Dr. Leonel Sotto Mayor
    2500-227 Caldas da Rainha

+39° 24' 21.6606",
-9° 7' 53.2056"

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  • 262 094 081 / 262 889 650
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