SINFONIA DANTE - METROPOLITANA

Às 21:00

SINFONIA DANTE
 

ORQUESTRA SINFÓNICA METROPOLITANA
CORO SINFÓNICO LISBOA CANTAT

W. A. Mozart Concerto para Piano N.º 21, KV 467

    F. Liszt Sinfonia Dante, S. 109

 

Solista: Inês Costa (piano)

Maestro do Coro: Jorge Carvalho Alves

Maestro: Pedro Amaral

 

Programa detalhado

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) – Concerto para Piano N.º 21 em Dó Maior, KV 467 (1785)

(30’)

 I. Allegro maestoso

 II. Andante

 III. Allegro vivace assai


Intervalo


Franz Liszt (1811-1886) – Sinfonia para a Divina Comédia de Dante, S. 109 (1855-1956)

(45’)

 I. InfernoLento

 II. Purgatório: Andante con moto quasi allegretto: Tranquillo assai -

 III. Magnificat

 

Como um filme que se baseia numa obra literária, Franz Liszt deixou-se guiar pela fascinante Commediade Dante Alighieri e compôs em 1855 uma sinfonia magistral. O imaginário suntuoso do poeta toscano, repleto de alegorias morais e projeções místicas, espelha a dimensão grotesca da narrativa num diálogo despudorado com a partitura. São ilustrações musicais de um turbilhão de sensações inspiradas numa ideia de Inferno, nas sonoridades cristalinas do Purgatório e da ascensão ao brilho das estrelas, o sublime estado de ânimo evocativo do Paraíso nas vozes de um coro feminino que entoa um cântico a Virgem Maria.

Mas porque os filmes também se inspiram em obras musicais, recordamos aqui um concerto para piano do século XVIII que se viu popularizado nas telas de cinema. O segundo andamento do Concerto N.º 21 de Mozart destaca-se no filme Elvira Madigan, realizado pelo sueco Bo Widerberg em 1967. É uma das mais belas melodias de sempre.

 

Bilhete Geral: 7,50€
Bilhete Estudante | Sénior: 5€
Pack 2 concertos * : 10€

* 2 concertos à escolha dia 24 ou 25 de Abril - Apenas disponível na Bilheteira CCC

Orquestra Sinfónica Metropolitana

 Espelho da mais-valia que resulta da transversalidade do projeto da AMEC/Metropolitana, a Orquestra Sinfónica Metropolitana (OSM) é constituída pelos músicos da Orquestra Metropolitana de Lisboa e pelos melhores elementos da Orquestra Académica Metropolitana, que deste modo se reúnem na interpretação do grande reportório sinfónico. Apesar da eminente vocação pedagógica, distingue-se pela excelência artística que lhe permite ombrear com o que de melhor se faz a nível profissional no nosso país. Respondendo à crescente notoriedade junto do público e da crítica especializada, adotou em 2010 o nome que lhe é merecido: Orquestra Sinfónica Metropolitana.

Desde então, vem sendo escolhida pelo Centro Cultural de Belém como orquestra residente do Festival Dias da Música em Belém, o que se traduz num grande desafio, mas também numa importante plataforma para divulgação junto no numeroso público que sempre acorre a esta iniciativa. Em março de 2010, a OSM interpretou a 5.ª Sinfonia de Gustav Mahler num concerto dirigido pelo maestro Michael Zilm e, no mês de maio seguinte, a A Sagração da Primaverade Stravinsky, numa produção com coreografia de Olga Roriz e direção musical de Cesário Costa. Em 2011 e 2014, a OSM regressou a Mahler para tocar, respetivamente, a Nona e a Sétima sinfonias do compositor austríaco. Haydn, Mozart, Beethoven e Poulenc, foram os compositores escolhidos para as temporadas seguintes, em concertos – alguns dos quais transmitidos em direto pela RTP – que tiveram as participações do Coro Sinfónico Lisboa Cantat e de solistas como Anna Samuil, António Rosado, Raquel Camarinha, Valérie Bonnard, João Rodrigues, Job Tomé e Anna Fedorova. No final de 2013, sob a direção do maestro Emílio Pomàrico, a OSM juntou-se às celebrações do centenário do nascimento de Benjamin Britten no palco do Grande Auditório do CCB. Em 2015, voltou a abrir o Festival Dias da Música em Belém interpretando, entre outras obras, o poema sinfónico Assim falou Zaratustrade Richard Strauss sob a direção do maestro Pedro Amaral. 

Na temporada 2016/2017, a OSM interpretou a Quinta Sinfonia de Bruckner no palco do Grande Auditório do CCB e em junho, para o 25.º Aniversário da AMEC/Metropolitana, juntou o maestro Adrian Leaper e ao pianista Artur Pizarro na interpretação dos dois concertos para piano de Liszt.

 

INÊS COSTA, PIANO

Maria Inês Costa nasceu no Porto em 1994. Graduou-se no Royal College of Music com Gordon Fergus-Thompson, em Londres (2016), onde prossegue os estudos de Mestrado em Performance na Guildhall School of Music and Drama, estudando com Charles Owen e Martin Roscoe. É generosamente apoiada pela Talent Unlimited e enquanto bolseira da Countess of Munster Musical Trust e da Leverhulme Trust.

Recebeu o Prémio de Mérito do Ministério da Educação, o Prémio Dr.ª Manuela Carvalho (2012), foi premiada nas masterclasses Verão Clássico, em Lisboa, e nas Musical Odyssey Masterclasses, na Grécia (2017). Trabalhou, entre outros, com Artur Pizarro, António Rosado, Filipe Pinto-Ribeiro, Constantin Sandu, Jorge Moyano, Luís Pipa, Manuela Gouveia, Boris Berman, Paul Badura-Skoda, Jonathan Biss, Yekaterina Lebedeva e Eldar Nebolsin.

De entre concertos e recitais, destacam-se a interpretação do Concerto para Piano e Orquestra de Schumann com o maestro Emílio de César, apresentações no Museu da Música Portuguesa, no Centro Cultural de Belém, no Ateneu Comercial do Porto, no Milton Court Concert Hall, no Steinway Hall, na Elgar Room do Royal Albert Hall, na Academy of St. Martin in the Fields (Londres), na Cambridge University, no Vouleftikon e na Praça Saint Spyridon, em Nafplio e em Tessalónica (Grécia).

Foi convidada para participar em duas digressões da Orquestra de Jovens da União Europeia, tendo-se apresentado na Berlin Konzerthaus e em Wiesbaden, sob a direcção de Xian Zhang (2015), e em Grafenegg, sob a batuta de Vasily Petrenko (2016).

 

JORGE CARVALHO ALVES
Maestro do Coro Lisboa Cantat

Fez os seus estudos de Direção Coral no Instituto Gregoriano de Lisboa e na Escola Superior de Música de Lisboa. Frequentou diversos cursos de Direção Coral e Técnica Vocal em Portugal e no estrangeiro, tendo trabalhado com José Robert, Edgar Saramago, Lazlo Heltay, Fernando Eldoro, Anton de Beer, Erwin List, Luís Madureira e Jill Feldmann.

Como cantor, foi reforço do Coro do Teatro Nacional de São Carlos entre 1984 e 1988 e membro do Coro da Fundação Calouste Gulbenkian de 1988 a 2001. Fez ainda parte do quarteto vocal masculino TETVOCAL desde 1998.

Iniciou a sua carreira como Diretor Coral com o Coro de Câmara Syntagma Musicum, grupo que fundou em 1985 e com o qual obteve o 1.º Prémio no Concurso Novos Valores da Cultura - Música Coral em 1988, atribuído pela Secretaria de Estado da Cultura. A sua atividade como Diretor Coral decorre há mais de vinte anos e abrange grupos de todo o continente e ilhas, entre os quais se destacam: o Coro de Câmara

Syntagma Musicum (1985/1997), Coro Sinfónico Lisboa Cantat (Maestro Titular / desde 1986), Coro de Câmara Lisboa Cantat (desde 2006), Grupo Coral de Lagos (1992/1996), Coro da Universidade Católica de Lisboa (1996/2002), Coro da Universidade Técnica de Lisboa (desde 1998), Coro do Teatro Nacional de São Carlos (2001/2004) Maestro Assistente, Coral Luísa Todi (desde 2004) e maestro convidado do Coro Vox Cordis de Ponta Delgada desde 2006.

Gravou para a RDP, RTP e SIC diversos programas musicais. Incluem a sua discografia títulos como «Música coral do séc. XX» (1989), «Os melhores coros da Região de Lisboa n.º 12» (1995 / participação / C.C. Syntagma Musicum), «Compositores portugueses XX-XXI (2007 / Coros da Associação Musical Lisboa Cantat), «Tributo a S. M. Rei da Tailândia» (2003), «Os dias levantados» de António Pinho Vargas (2003 / Coro do TNSC /responsável pela montagem da parte coral) e «Lado A» (2005 / TETVOCAL).

Orientou o II Seminário Internacional de Canto Coral Vox Aurea, em Madrid (1996), destinado a Diretores Corais. Lecionou as disciplinas de Coro e Formação Musical no Conservatório Regional da Covilhã e na Escola Profissional de Música de Évora bem como em diversos estabelecimentos de ensino.

 

PEDRO AMARAL MAESTRO

Nascido em Lisboa (1972), Pedro Amaral, compositor e maestro, é um dos músicos europeus mais ativos da nova geração. Inicia os estudos em composição como aluno privado de Lopes-Graça, a partir de 1986, ao mesmo tempo que prossegue a sua formação musical geral, no Instituto Gregoriano (1989/91). Ingressa depois na Escola Superior de Música de Lisboa onde conclui o curso de composição na classe do professor Christopher Bochmann, em 1994. Instala-se em Paris, onde estuda com Emmanuel Nunes no Conservatório Nacional Superior (CNSM), graduando-se com o Primeiro Prémio em Composição por unanimidade do júri. Estuda ainda direção de orquestra com Peter Eötvös (Eötvös Institute, 2000) e Emilio Pomàrico (Scuola Civica de Milão, 2001).

Paralelamente à sua formação musical prática, prossegue os estudos universitários na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em Paris, obtendo em 1998 o Mestrado em Musicologia Contemporânea com uma tese sobre Gruppen de K. Stockhausen – com quem trabalha como assistente em diferentes projetos – e, em 2003, o Doutoramento com uma tese sobre Momente e a problemática da forma na música serial.

Em maio de 2010, estreou em Londres a ópera O sonho, a partir de um drama inacabado de Fernando Pessoa. Unanimemente aplaudida pela crítica, a obra foi interpretada por um prestigioso elenco de cantores portugueses acompanhados pela London Sinfonietta sob a direção do compositor, tendo sido apresentada em Londres e Lisboa. Em 2017 completou a sua segunda ópera, intitulada Beaumarchaise estreada no Teatro Nacional D. Maria II numa coprodução com a Orquestra Gulbenkian.

Como compositor e/ou maestro, Pedro Amaral trabalha regularmente com diferentes ensembles e orquestras, nacionais e estrangeiros. Foi maestro titular da Orquestra do Conservatório Nacional (2008/09) e do Sond’Ar-Te Electric Ensemble (2007/10). É Professor Auxiliar da Universidade de Évora desde o ano letivo de 2007/2008, e Membro da Academia de Belas Artes desde 2017.

Desde julho de 2013, Pedro Amaral é diretor artístico da AMEC / Metropolitana.

 

 
 
 
 
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