ORQUESTA SINFÓNICA DEL PRINCIPADO DE ASTÚRIAS


Às 21:30
Orquestra Sinfónica do Principado das Astúrias - OSPA

 

Nuno Côrte-Real, director
Antonio Rosado, piano
 
PROGRAMA
 
N. Côrte-Real, Elegía para piano y orquesta

M. Falla, El sombrero de tres picos, suite nº 1

E. Halffter, Rapsodia portuguesa

I. Stravinski, Petrushka (versión 1947)

 

A OSPA nasceu em 1991 sob os auspícios do Governo do Principado das Astúrias, com o objectivo prioritário de enriquecer musical e culturalmente aquela região. Tem como Presidente Honorário o Rei Felipe VI de Espanha. É uma Organização Autónoma do Ministério da Educação e Cultura e é membro da Asociación Española de Orquestas Sinfónicas (AEOS).

Herdeira da antiga Orquesta Sinfónica Provincial, cujas origens remontam a 1939 e da Orquesta Sinfónica de Asturias, a OSPA é uma orquestra de referência pela sua versatilidade, capacidade interpretativa e qualidade indiscutível.

A OSPA é composta por sessenta e nove professores oriundos da União Europeia, Rússia, Estados Unidos e América Latina. A sua principal actividade gira em torno das temporadas de concertos apresentadas anualmente em Oviedo e Gijón. Por lá passaram alguns dos solistas e maestros mais relevantes da cena internacional, entre os quais os seus próprios maestros titulares, Jesse Levine, Maximiano Valdés e Rossen Milanov, que assumiu o cargo de maestro titular e director artístico da OSPA em 2012.

Além dos concertos sazonais, a OSPA participa todos os anos no concerto da cerimónia de entrega do Prémio Princesa de Asturias e no tradicional Concerto de Natal, este último em estreita colaboração com o Coro da Fundación Princesa de Astúrias. De salientar também a sua importante participação na temporada de ópera da Asociación Asturiana de Amigos de la Ópera.

A OSPA também desenvolve um intenso trabalho pedagógico e social nas Astúrias que tem vindo a expandir horizontes ano após ano, com grande sucesso em todos os locais onde se apresenta. Entre as actividades mais relevantes, destaque-se a colaboração com o Carnegie Hall no programa LinkUp, tornando-se a primeira instituição europeia e hispanófona a implementar este programa educacional nas Astúrias.

Fora do Principado, a OSPA apresentou-se nos mais importantes auditórios e salas de Espanha, colaborou com a Asociación Bilbaína de Amigos de la Ópera e foi convidada a participar em importantes festivais, como o Festival de Santander, Festival de Música y Danza de Granada, Festival de Música Contemporánea de Alicante, Semana de Música Religiosa de Cuenca e Festival Musika - Música de Bilbao, para o qual é regularmente convidada.

Das suas participações internacionais importa destacar as tournées realizadas nos anos 1996 e 1998 no México e Chile. Em 1998, participou no Festival Interceltique de Lorient, em França. Em 2007 regressou ao México, com grande sucesso junto da crítica, e no final desse ano viajou para a China, no âmbito do Ano da Espanha naquele país. Em 2011 realizou um concerto na presença do papa Bento XVI, na Sala Nervi do Vaticano, sob o patrocínio da Fundación María Cristina Masaveu Peterson. Com este extraordinário concerto, a OSPA tornou-se a primeira orquestra sinfónica espanhola de gestão pública a actuar na referida sala. Em 2014 fez uma tournée pela Bulgária, onde recebeu excelentes críticas, tanto em Sofia como em Varna.

A discografia da OSPA teve início com obras de temática ou de autores asturianos, como Benito Lauret, Julián Orbón e Ramón Prada. Gravou para etiquetas como ARTEK ou NAXOS, tendo obtido com esta última excelentes críticas às suas gravações de Manuel de Falla e Joaquín Rodrigo. Na temporada 2012-13 gravou, para a CLASSIC CONCERT RECORDS, Pétrouchka, de Stravinsky, e El sombrero de tres picos,de Falla. Em 2015 participou, juntamente com o violinista Ning Feng, na gravação da obra Apasionado, de Pablo Sarasate, sob o selo CHANNEL CLASSICS.

A OSPA participou na recuperação de obras da herança musical espanhola como Los amantes de Teruel e Covadonga, de Tomás Bretón, a zarzuela barroca Imposible mayor en amor, le vence amor, de Sebastián Durón, e realizou estreias modernas de obras do sinfonismo espanhol do século XIX de autores como Pedro Miguel Marqués, entre outros.

 

Nuno Côrte-Real
Compositor e Maestro

Nascido em Lisboa em 1971, Nuno Côrte-Real tem vindo a afirmar-se como um dos mais importantes compositores e maestros portugueses. Das suas estreias destacam-se 7 Dances to the death of the harpist na Kleine Zaal do Concertgebouw em Amsterdam, Pequenas músicas de mar na Purcel Room em Londres, Concerto Vedras na St. Peter’s Episcopal Church em Nova York, Novíssimo Cancioneiro no Siglufirdi Festival em Reikiavik, e Andarilhos - música de bailado na Casa da Música no Porto. Dos agrupamentos que têm tocado a sua música destacam-se a Orquestra Sinfónica Portuguesa, Coro do Teatro Nacional de São Carlos, Coro e Orquestra Gulbenkian, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Remix Ensemble, Royal Scottish Academy Brass, Orchestrutopica, e solistas e maestros como Lawrence Renes, Julia Jones, Stefan Asbury, Ilan Volkov, Kaasper de Roo, Cristoph Konig, David Alan Miller, Paul Crossley, John Wallace, Mats Lidström, Paulo Lourenço e Cesário Costa.

É fundador e diretor artístico do Ensemble Darcos, grupo de música de câmara que se dedica à interpretação da sua música e do grande repertório europeu, e assina artisticamente a Temporada Darcos.

A sua discografia inclui canções tradicionais portuguesas nas editoras Portugal Som e Numérica, Pequenas Músicas de Mar na editora Deux-Elles, o bailado Andarilhos na editora Numérica em co-produção com a Casa da Música, e Largo Intimíssimo na austríaca Classic Concert Records. Em Outubro de 2012 teve o seu primeiro CD monográfico, VOLUPIA, editado pela Numérica, e em 2016 realizou a direção artística e musical do CD Mirror of the soul, para a Odradek Records, com o Ensemble Darcos.

No mundo cénico, Nuno Côrte-Realtrabalhou com, entre outros, Michael Hampe, Pedro Cabrita Reis, Maria Emília Correia, Victor Hugo Pontes, André Teodósio, Ricardo Neves-Neves, João Henriques, Rui Lopes Graça, Paulo Matos e Margarida Bettencourt. Em Junho e Setembro de 2007 apresentou com grande sucesso as óperas de câmara A Montanha e O Rapaz de Bronze, encomendas da Fundação Calouste Gulbenkian e Casa da Música, respetivamente. Para o Teatro Nacional de São Carlos criou em 2009, o “intermezzo”O Velório de Cláudio, com libreto de José Luís Peixoto, e em Março de 2011, a ópera Banksters, com libreto de Vasco Graça Moura e encenação de João Botelho. Em Novembro de 2018 apresentou e dirigiu musicalmente a ópera Canção do Bandido, no Teatro da Trindade, em Lisboa, com libreto de Pedro Mexia e encenação de Ricardo Neves-Neves, com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa.

Como maestro, Nuno Côrte-Real já dirigiu a Mahler Chamber Orchestra, Orquestra Sinfonica Giuseppe Verdi, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquesta Ciudad Granada, Real Filharmonía de Galicia, Orquesta de Extremadura, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Norte, Orquestra do Algarve, Orquestra Filarmonia das Beiras e  Orchestrutopica, para além de inúmeros projetos com o Ensemble Darcos. Em Junho de 2015, apresentou-se pela primeira vez na sala sinfónica do Auditorio Nacional de Madrid, e em 2018 no Auditorio Verdi, em Milão.

Tem participado em vários festivais internacionais de música, onde se destacam os de Sintra, Estoril/Lisboa e de Póvoa de Varzim, e dirigido solistas tais como Elisabete Matos, Artur Pizarro, Massimo Spadano, Nicola Ulivieri, Ana Quintans, Filipe Pinto Ribeiro, Adriano Jordão, Filipe Quaresma e Luís Rodrigues, entre outros. Foi bolseiro do Centro Nacional de Cultura, e em 2003 foi-lhe atribuída a medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Torres Vedras. Com o ciclo de canções Agora Muda Tudo, ganhou o prémio de Melhor Trabalho de Música Erudita, nos prémios SPAUTORES 2018.

 

António Rosado, piano (PT)

Dele disse a revista francesa Diapason que é um "intérprete que domina o que faz. Tem tanto de emoção e de poesia, como de cor e de bom gosto."
António Rosado tem uma carreira reconhecida nacional e internacionalmente, corolário do seu talento e do gosto pela diversidade, expressos num extenso repertório pianístico que integra obras de compositores tão diferentes como Georges Gershwin, Aaron Copland, Albéniz ou Liszt. Esta versatilidade permitiu-lhe apresentar, pela primeira vez em Portugal, destacadas obras como as Sonatas de Enescu ou paráfrases de Liszt, sendo o primeiro pianista português a realizar as integrais dos Prelúdios e também dos Estudos de Claude Debussy. No registo dos recitais pode incluir-se também a interpretação da integral das sonatas de Mozart e Beethoven.

Actuou em palco, pela primeira vez, aos quatro anos de idade. Os estudos musicais iniciados com o pai tiveram continuidade no Conservatório Nacional de Música de Lisboa onde terminou o curso Superior de Piano, com vinte valores. Aos dezasseis anos parte para Paris, e aí vem a ser discípulo de Aldo Ciccolini no Conservatório Superior de Música e nos cursos de aperfeiçoamento em Siena e Biella (Itália).

Em 1980, estreou-se em concerto com a Orchestre National de Toulouse, sob a direcção de Michel Plasson e desde essa data tem tocado com inúmeras orquestras internacionais e notáveis maestros como: Georg Alexander Albrecht, Moshe Atzmon, Franco Caracciolo, Pierre Dervaux, Arthur Fagen, Léon Fleischer, Silva Pereira, Claudio Scimone, David Stahl, Marc Tardue e Ronald Zollman.

Também na música de câmara tem actuado com prestigiados músicos como Aldo Ciccolini, Maurice Gendron, Margarita Zimermann, Gerardo Ribeiro ou Paulo Gaio Lima, com o qual apresentou a integral da obra de Beethoven para violoncelo e piano. Laureado pela Academia Internacional Maurice Ravel e pela Academia Internacional Perosi, António Rosado foi distinguido pelo Concurso Internacional Vianna da Motta e pelo Concurso Internacional Alfredo Casella de Nápoles. Estes prémios constituem o reconhecimento internacional do seu virtuosismo e o impulso para uma brilhante carreira, com a realização de recitais e concertos por todo o Mundo, e a participação em diversos festivais. Na década de 90, foi o pianista escolhido pela TF1 para a gravação e transmissão de três programas - música espanhola e portuguesa, Liszt e, por fim, um recital preenchido com Beethoven, Prokofiev, Wagner, Liszt. Desde a década de 80, participou inúmeras vezes no Festival de Macau, nomeadamente com a Orq.Gulbenkian, Orq.M.L., Orq.N. da China - no concerto inaugural do Centro Cultural de Macau - Orq. Xangai, Orq. de Câmara de Macau e ainda com o clarinetista António Saiote.

O seu primeiro disco gravado na década de 80, em Paris, é dedicado a Enescu. Outros discos se seguiram, nomeadamente, as obras para piano de Vianna da Motta; um cd comemorativo dos 150 anos da passagem de Liszt por Lisboa; a Fantasia de Schumann e a Sonata de Liszt. Com o violinista Gerardo Ribeiro gravou as Sonatas para piano e violino de Brahms e com o pianista Artur Pizarro, um disco intitulado Mozart in Norway. Com a NDR Sinfonieorchestra de Hamburgo, gravou o Concerto n. 2 e Rapsódia sobre um tema de Paganini de Rachmaninov. Em Portugal gravou os dois Concertos de Brahms com a Orquestra Nacional do Porto, em 2004 a integral das Sonatas para piano de Fernando Lopes-Graça e em 2006 as oito suites “In Memoriam Bela Bartók” do mesmo compositor. Mais recentemente os Prelúdios de Armando José Fernandes e Luís de Freitas Branco e, em 2012, a integral das Músicas Festivas de Fernando Lopes-Graça. Em 2016, lançou um disco com a Integral dos Prelúdios de Debussy (Calanda Music) e em 2017, com o apoio da Fundação GDA, lançou um disco de autor dedicado às Sonatas para violoncelo e piano de César Franck e Luís  de Freitas Branco, com o violoncelista Filipe Quaresma.

António Rosado detém o prestigiado grau de Chevalier des Arts et des Lettres., distinção concedida pelo Governo Francês em 2007.

 

M/6

Bilhete: 15 €
Bilhete (estudantes/séniores): 10 €

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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