Exposição "LABIRINTO DE LUZES", de José Alberto Mar

Exposição "LABIRINTO DE LUZES", de José Alberto Mar

Exposição patente de 06 a 28 de Maio

Inauguração dia 06 de Maio às 17h30

Revelações

Na obra plástica de José Alberto Mar – pintor, poeta e visionário - confluem o passado e o porvir numa linguagem criptografada de sentimentos e saberes ancestrais que se abre para mundos para além do visível.

 Assim, se pelos padrões geométricos podemos recuar até formas milenares da Mesopotâmia e Egito, na sua proposta encontramos também convergências com outras civilizações do Oriente, latino-americanas, africanas, árabes e europeias. Como se o artista, na reunião dos signos, buscasse uma linguagem universal para configurar um Mundo para além do tangível e do narrável à luz de um espírito em que a linha, a cor e o todo se confundem numa nova geometria de ressonâncias místicas. No alfabeto, que ao longo do seu percurso tem criado, reconhecemos a natureza (signos sugestivos de sóis, luas, cruzes, flores), o humano (cabeças, rostos, olhos) e formas ancestrais ou reinventadas numa 1caligrafia aliada à cor sobre o branco mudo do papel. Ora, quando o conjunto das formas se compõe em sistema surge o estilo, pois em cada um dos dados visuais da obra se reconhece a presença de uma “totalidade” pela qual o autor se revela de forma dinâmica, deixando uma marca inconfundível da sua arte.

Porém, a presente mostra, assim como a restante obra do pintor poeta, escapa à tentação de uma irremediável subjetividade, sendo que a “Outros Mundos” chegamos não só pela sedução estética como pelo apelo do visionário. A exposição permite-nos, aliás, dois percursos. O primeiro, de olhos vendados aos títulos, deixa-nos na fronteira de um abstracionismo que se vai tornando escrita à medida que perante nós se desenrolam os signos que, na familiaridade mais primordial do humano, reconhecemos como arquétipos universais. Deste modo, presos à minúcia e ao ritmo do traço, à erupção da cor e da luz, atravessamos esse universo único e original de José Alberto Mar. Uma segunda perspetiva é-nos proporcionada pela correlação dos quadros com os títulos que, não impondo uma leitura unívoca, não iludem, todavia, as questões existenciais que lhes subjazem. Neles notamos o diálogo do humano com o transcendente (“diálogos com deus”, “A Ponte”), uma forma de equacionar o ser (“De coração na cabeça”/”O Sopro”) ou uma intensa auscultação do universo (“Pulsar do Universo”, “Novos Sinais”), como se cada quadro se quisesse o reflexo de “outros mundos” em “Tempos de Sinais”. Assim, se revela, de forma mais clara, o visionário que, na humildade da sua busca, reconhece o carácter fragmentário da revelação em “Pequenas Sabedorias”.

Em suma, é de um universo que falamos nascido da correlação plurívoca de signos, sinais, visões, onde o artista se reflete em símbolos comunicantes, representando em cada quadro a sempre nova face de um sempre eterno mundo.

 

Sofia Moraes

 

1Já em 1995, o pintor e crítico Eurico Gonçalves destacava a “pintura-escrita” de José Alberto Mar (in “VII Bienal de Cerveira-Tranquila e sem sobressaltos”. Diário de Notícias, 17.08.1995)

  • 160/220
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